domingo, 1 de fevereiro de 2009

Fanatismo - Fagner


Minh' alma, de sonhar-te, anda perdida.

Meus olhos andam cegos de te ver.

Não és sequer a razão do meu viver pois que tu és já toda minha vida.

Não vejo nada assim enlouquecida...

Passo no mundo, meu amor, a ler.

No misterioso livro do teu ser.

A mesma história, tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa...”

Quando me dizem isto, toda a graça.

Duma boca divina, fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros.

“Ah! podem voar mundos, morrer astros,

Que tu és como um deus: princípio e fim!

...Eu já te falei de tudo, mas tudo isso é pouco, diante do que sinto.

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